No último dia 22, o Ministério Público do Trabalho anunciou uma possível solução para manter aberto o Hospital de Base, em Bauru, porém, a probabilidade é que o fechamento ocorra já em dezembro.

Em reunião anterior, que aconteceu dia 5 deste mês, o procurador do trabalho Fernando Maturana solicitou a presença de algum responsável que pudesse tomar decisões do governo estadual, mas ninguém compareceu. Outra notícia foi os R$ 14,3 milhões das verbas rescisórias dos trabalhadores que deverão ser pagos, incluído os encargos trabalhistas, quase o dobro do que foi estimado anteriormente.

A Associação Hospitalar de Bauru (AHB) pode ser indiciada pela Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) caso recusem a saldar a dívida com os trabalhadores.
Em entrevista à rádio Auri-verde, o deputado Pedro Tobias responsabilizou os sindicatos pela falta de acordo na negociação.

O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP), por meio de seus diretores, orienta os profissionais da enfermagem na subsede de Bauru, para que seus direitos sejam garantidos.

A presidenta do SEESP, Elaine Leoni, acredita que a situação só chegou a este ponto por conta da má administração do Hospital de Base, e que o sindicato procurou de todas as formas resolver a questão entre as partes. “O Sindicato tem todo interesse que se resolva esta questão do Base, somos trabalhadores, mas também somos usuários e sabemos a importância de manter o hospital aberto e funcionando da melhor forma possível ”, relata.

A prefeitura possui uma medida caso o Governo e Famesp não se resolvam quanto à administração. O município solicitará que as cirurgias não urgentes sejam desmarcadas pelo Hospital Regional, sob forma de pressão.

Sobre o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP)
O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP) é uma entidade de classe representativa a única que pode, legalmente, atuar em prol do maior exército da classe de saúde: 67 mil enfermeiros apenas no Estado de São Paulo.