Organização sem fins lucrativos aponta metodologias para aproximar a matemática dos alunos

Em recente divulgação da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil ficou em 38º lugar de 44 países, no que se refere à capacidade de alunos em resolverem problemas matemáticos no dia-a-dia. A Ação Comunitária, organização que atua na inclusão social de crianças, adolescentes e jovens de 0 a 29, aponta que a dinâmica do ensino atual não favorece que os estudantes se utilizem dos conteúdos aprendidos na escola para resolverem situações da vida cotidiana. “É fundamental que essas crianças tenham possibilidades de vivenciar o acesso a conteúdos educativos de forma prática e transdisciplinar, como na utilização da matemática para lidar com as questões relacionadas ao mundo do trabalho, dos esportes, ou da educação financeira. Estas metodologias incentivam o aluno a concretizar o que aprende em sala de aula, despertando sua a capacidade crítica e avaliativa. Caso contrário, o conteúdo não faz sentido e a criança não aprende”, afirma o mestre em educação pela USP, Milton Santos, gerente de projetos socioeducacionais da Ação Comunitária.

Mesmo com os esforços dedicados nos últimos anos para a educação ser oferecida no Brasil, a escassez de metodologias de ensino mais agradáveis e interativas – que permitem ao estudante identificar a relação dos conhecimentos matemáticos com as questões do cotidiano – levam a índices como o do relatório PISA (Programme for International Student Assessment) de 2012, em que o País, apesar de ter avançado nos resultados na área de matemática, ainda apresenta pontuação inferior à média. Isso significa que a maior parte dos estudantes brasileiros ainda não dominam as habilidades básicas necessárias nas áreas de exatas, importantes para a convivência em sociedade. Outro ponto considerável apresentado pela avaliação é que o ensino da disciplina ainda se constituí de maneira conteudista, o que implica em dificuldades para que os estudantes assimilem as informações de maneira a relacioná-las.

Nas atividades realizadas pela Ação Comunitária no contraturno escolar, a matemática é vista a partir da utilização de métodos ativos, em que alunos e educadores, participam de um ambiente interativo e de problematização, onde o diálogo e a reflexão sobre questões referentes ao contexto comunitário é estimulado. Os alunos são provocados a utilizarem-se dos conteúdos dessa área para resolver problemas, elaborar metas para o futuro e realizar projetos para qualificação de suas condições de vida e da comunidade. “Estamos finalizando a captação de parceiros para um Projeto Piloto de Matemática que irá justamente beneficiar as crianças por meio da criação de um ambiente favorável à prática do lúdico”, Milton Santos, gerente de projetos socioeducacionais da Ação Comunitária.

SOBRE A AÇÃO COMUNITÁRIA:

Fundada em 1967, a Ação Comunitária do Brasil – SP é uma organização auditada, que luta contra a exclusão social por meio do trabalho de desenvolvimento comunitário com famílias, cursos profissionalizantes para jovens até 29 anos e educação para crianças e adolescentes de 0 a 18 anos, em bairros de alta vulnerabilidade da cidade de São Paulo. Mais informações no site: http://www.acomunitaria.org.br/