Brasil se beneficia com investimentos estrangeiros e é o 5º no ranking dos destinos potenciais preferidos de executivos de empresas multinacionais

Em outubro de 2012, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) publicou a “Global Investment Trends Monitor no. 10”. O ranking aponta redução do investimento estrangeiro direto (IED) global. O Brasil, apesar da queda no primeiro semestre de 2012, ainda apresenta níveis elevados considerando um cenário internacional de crise. Os países em desenvolvimento, pela primeira vez, receberam a metade dos fluxos globais e a China tornou-se a maior receptora do investimento no período.

O Brasil recebeu US$29,7 bilhões no primeiro semestre de 2012, enquanto neste mesmo período ano passado, foram US$32,5 bilhões. A Índia foi o país que menos recebeu IED dentre os BRICs (sem levar em consideração a África do Sul). Entretanto, segundo o World Investment Report 2012, da UNCTAD, a Índia está à frente do Brasil no ranking dos destinos potenciais preferidos de executivos de empresas multinacionais para 2012 a 2014 (respectivamente, ranqueados em 3º e 5º lugares). Além disso, recentemente foi aprovado um pacote de medidas visando à maior abertura da economia indiana.

William Nakasone, advogado da área societária da ABE ADVOGADOS, que tem atuado em favor de diversas empresas indianas com investimentos no Brasil, destaca “que muitos dos limites para investimento estrangeiro na Índia foram flexibilizados nos últimos meses, através de novas regras emitidas pelas agências reguladoras e outras autoridades indianas, dentre as quais a Security and Exchange Board of India, o Reserve Bank of India, o Department of Industrial Policy and Promotion. Foram reduzidas restrições para investimento estrangeiro em setores de varejo, aviação civil, mídia, energia, entre outros. Embora a legislação brasileira imponha restrições ao capital estrangeiro em apenas poucos casos, ainda encontramos forte resistência à maior abertura a investimentos externos em empresas de certos setores como, por exemplo, companhias aéreas que exploram o mercado doméstico. Atualmente o limite para investimento estrangeiro para as concessionárias de serviços aéreos domésticos no Brasil encontra-se em 20% do capital votante, não obstante fortes as pressões para o aumento do limite para 49%.”

Veja abaixo gráfico com o ranking dos países eleitos como preferidos das multinacionais para recepção de IED para 2012 – 2014

 

 

 

 

 

Abe Advogados
Fundado em 2007, o escritório de advocacia Abe, Costa, Guimarães e Rocha Neto Advogados é formado por uma equipe de 37 advogados, todos engajados a prover soluções jurídicas personalizadas e focadas na cultura e política interna de cada um de seus clientes. Com sedes em São Paulo e no Rio de Janeiro, o escritório conta com uma estrutura de assessoria jurídica em todo o território nacional, além de possuir acordos de cooperação jurídica com escritórios de advocacia no exterior. Hoje possui mais de 300 clientes, entre eles Fujitsu, Maurício de Sousa, Kobo e Syncreon, entre outros de empresas nacionais e multinacionais de diferentes países, notadamente Japão, Índia, Estados Unidos e países europeus.