Veja a importância de diagnosticar cedo a doença na história do paciente Rogério Oliveira.

Dor na coluna pode parecer, à primeira instância, um sintoma comum e passageiro. Para aliviar, muitas pessoas acabam se automedicando ou procurando médicos especialistas em ortopedia. No entanto, este é um sinal comum no mieloma múltiplo, um tipo de câncer mais frequente em idosos, mas que tem atingido muitos jovens, como Rogério Oliveira, de 42 anos.

A partir do crescimento descontrolado de células plasmáticas, o mieloma múltiplo se desenvolve e desencadeia sintomas que são comuns às pessoas, como dores nas costas. Christine Battistini, presidente da IMF (International Myeloma Foundation) da América Latina, conta que grande parte dos pacientes convive com a doença sem saber. “Muitas vezes são tratados isoladamente e mascaram a doença, agravando os demais sintomas. Quando a doença é diagnosticada, já pode estar em estágio avançado”, esclarece.

Assim como a dor óssea, a maior parte dos pacientes de mieloma múltiplo também apresentam anemia. A médica Vânia Hungria, presidente do Conselho Científico da IMF e professora de Hematologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, revela que de 70 a 90% dos pacientes apresentam lombalgia, e 60%, anemia”. Sintomas como insuficiência renal e infecções também são recorrentes.

No caso do advogado Rogério Oliveira, a doença foi descoberta por um sintoma também usual: dormência nos pés. “Assim que descobri a doença, comecei o tratamento e este é o único sintoma que tenho”, conta Oliveira. “Por ter descoberto cedo, a doença tem sido controlada e não tenho os outros sintomas que são comuns”, diz.

Para o diagnóstico do mieloma múltiplo é necessário realizar a eletroforese de proteínas séricas. “É um exame que deveria estar incluso nos exames de rotina de todo mundo”, afirma a médica. Exames complementares também devem ser feitos: radiografia para detectar lesões ósseas e biópsia.

Tratamento

O mieloma múltiplo não tem cura, mas muitos estudos com drogas trabalham a questão da qualidade e tempo de vida do paciente. Hoje, 70% dos pacientes brasileiros são tratados com quimioterapia convencional, como é o caso de Oliveira, em que são usadas diversas combinações de medicamentos. O transplante de medula é realizado em 25% dos pacientes, e 5% não faz tratamento.

Para saber mais sobre o mieloma múltiplo, seminários e ter acesso à materiais de apoio ao paciente, visite o site da IMF: www.myeloma.org.br. O paciente Rogério também possui um blog sobre o assunto, com uma visão de quem convive com a doença: http://mielomamultiploabc.blogspot.com.br .

IMF
Enquanto não existe cura conhecida para o mieloma, médicos tem muitas formas de ajudar os pacientes com mieloma a viver mais e melhor. A International Myeloma Foundation -IMF foi fundada em 1990 por Brian e Susie Novis logo após o diagnóstico do mieloma de Brian aos 33 anos de idade. Hoje a IMF possui mais de 185.000 membros em todo o mundo.A IMF LATIN AMERICA foi fundada em 2004 por Christine Jerez Telles Battistini, filha de uma paciente que, por oito anos, travou dura luta contra a doença, e Dra. Vânia Tietsche de Moraes Hungria, médica hematologista, Professora Adjunta da Disciplina de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e membro do Conselho Científico da International Myeloma Foundation desde 1998.É a IMF Latin América quem traz aos pacientes e à comunidade médica da América Latina os mesmos serviços hoje disponíveis nos Estados Unidos, Europa e Japão, como Seminários para Pacientes & Familiares e Conferências clínicas e científicas para médicos.
www.myeloma.org.br