Representantes da Fundação Internacional do Mieloma (IMF), Anvisa e Senadores se reúnem para aprovação de medicamento para tratamento de câncer quatro vezes mais frequente que a leucemia
A presidente da Fundação Internacional do Mieloma (IMF, em inglês), Christine Battistini, representou ontem (18) os pacientes da doença em audiência pública com o presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), Waldemir Moka (PMDB-MS) e o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, pela aprovação da lenalidomida, medicamento usado no tratamento do mieloma múltiplo em dezenas de países da Europa e da América Latina mas que ainda não teve seu registro aprovado no Brasil.

Hoje, os pacientes que precisam do medicamento o importam a um alto custo, uma vez que não é fabricado no país. “É inadmissível que pacientes de um tipo de câncer que agora se sabe já não atingir só idosos, acomete jovens também, seja subtratado. Existem opções de tratamento seguras reconhecidas mundialmente. Queremos acesso à elas”, reivindica Christine.

A senadora Ana Amélia (PP-RS), que requereu a audiência, lembrou que médicos são processados no país ao recomendarem o uso da lenalidomida a pacientes que têm reações adversas a outros medicamentos como a talidomida e o bortezomibe.

“O encontro de hoje foi muito positivo. Tivemos manifestações favoráveis e apoio de diferentes lados. O subprocurador da República do Ministério Público Federal, Moacir Guimarães afirmou que se o uso no mundo indica a eficácia do medicamento, algumas burocracias não se justificam diante das necessidades prementes”, lembrou Christine. “Já se passaram cinco anos desde que começámos as movimentações pelo registro do medicamento. Nos Estados Unidos outras três drogas para o tratamento do mieloma múltiplo já foram aprovadas nesse meio tempo. Não podemos mais ficar reféns da burocracia que pode significar a diferença ent re a vida e a morte desses pacientes”.

Waldemir Moka formará uma comissão, em que a presidente da IMF faz parte, para discutir com Dirceu Barbano a revisão do registro da lenalidomida.

Sobre a IMF

Enquanto não existe cura conhecida para o mieloma, médicos têm muitas formas de ajudar os pacientes com mieloma a viver mais e melhor. A International Myeloma Foundation -IMF foi fundada em 1990 por Brian e Susie Novis logo após o diagnóstico do mieloma de Brian aos 33 anos de idade. Hoje a IMF possui mais de 185.000 membros em todo o mundo.

A IMF LATIN AMERICA foi fundada em 2004 por Christine Jerez Telles Battistini, filha de uma paciente que, por oito anos, travou dura luta contra a doença, e Dra. Vânia Tietsche de Moraes Hungria, médica hematologista, Professora Adjunta da Disciplina de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e membro do Conselho Científico da International Myeloma Foundation desde 1998.

É a IMF Latin America quem traz aos pacientes e à comunidade médica da América Latina os mesmos serviços hoje disponíveis nos Estados Unidos, Europa e Japão, como Seminários para Pacientes & Familiares e Conferências clínicas e científicas para médicos.

 

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