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Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da Talidomida completa 20 anos com lançamento do documentário: “TÁ FALTANDO ALGUMA COISA” no dia 7 de dezembro.

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Release

Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da Talidomida completa 20 anos com lançamento do documentário:

“TÁ FALTANDO ALGUMA COISA”

São Paulo- No próximo dia 7 de dezembro, a Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da Talidomida (ABPST), lança o primeiro documentário brasileiro sobre as consequências e lutas travadas em 50 anos pelas vítimas do medicamento talidomida, usado por mulheres grávidas contra ansiedade, enjoo e náuseas.  O documentário “TÁ FALTANDO ALGUMA COISA”, faz alusão as dificuldades destas pessoas no âmbito Legislativo, Executivo e Judiciário no Brasil para a conquistas de seus direitos mínimos de cidadania, e será lançado às 19h, no Hotel Intercontinental para jornalistas e autoridades.

A presidente da ABPST, Cláudia Marques Maximino, ressalta que o objetivo do documentário é mobilizar a sociedade para que as leis sejam cumpridas e que não sejam feitas mais vítimas. “A talidomida ainda é usada no Brasil. A falta de controle na medicação poderá causar novos problemas, o que é um absurdo! É só olhar para as consequências que o uso indiscriminado da droga causou, para ver que medidas drásticas têm que ser tomadas e que as leis duramente conquistadas; sejam cumpridas”, indigna-se Claudia.

Além do encurtamento dos braços e pernas nos fetos, outros problemas são encontrados, como a má-formação de olhos e ouvidos, da genitália e de órgãos internos nestas pessoas. O documentário retrata essa realidade, além de mostrar como vivem aquelas crianças, hoje, com cerca de 50 anos, que foram prejudicadas, as lutas por próteses, pelo recebimento das pensões e indenizações, e por dignidade.

Lutas da ABPST:

1. Indenização por dano moral previsto pela Lei 12.190
2. Atualização da pensão alimentícia vitalícia definida pela Lei 7.070, de 20 de dezembro de 1982
3. Esclarecimento da população sobre a vigilância permanente no uso da droga.

Histórico da Talidomida:

Em 1954 o laboratório alemão Grünenthal desenvolve a talidomida, um analgésico potente receitado para mulheres grávidas para combater os enjoos matinais. Usado em 46 países, no final dos anos 50 foi constatado que as crianças nascidas de mães que utilizaram o medicamento, apresentavam focomelia – uma anomalia congênita que causa o encurtamento de braços e pernas do feto, tornando-os semelhantes aos de uma foca.

10 mil casos foram identificados e, já em 1961, a droga é retirada de circulação em todos os países, exceto o Brasil que só vai retirar quatro anos mais tarde. No entanto o medicamento continua sendo usado para outras doenças como hanseníase e câncer. O uso indiscriminado e a automedicação, criam no Brasil ainda a segunda e terceira geração de vítimas da talidomida.

Enquanto o mundo todo passa a indenizar as vítimas desde 1961, no Brasil, apenas em 1982 o governo brasileiro é pressionado a sancionar a Lei 7.070, de 20 de dezembro de 1982. Concedendo pensão alimentícia vitalícia variando entre meio e 4 salários mínimos, dependendo do grau de deformação. Indenização essa que foi totalmente defasada com a inflação e mudanças econômicas entre 1986-1991.

Em 2012 o laboratório pediu desculpas oficialmente, porém, as associações por todo o mundo dizem que o pedido demorou muito e o que querem é medidas efetivas para quem foi vitimado.
A droga tem sido usada no tratamento de lupus, câncer, leucemia, vitiligo, aftas, tuberculose, entre outros, gerando novas vítimas principalmente em função da desinformação, inclusive de profissionais da área da saúde e pela AUTOMEDICAÇÃO, uma prática constante no Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

SERVIÇO – Lançamento do Documentário “TÁ FALTANDO ALGUMA COISA”

Data: 07/12/2012
Hora: 19h
Local: Hotel Intercontinental – São Paulo
Endereço: Alameda Santos, 1.123 – Jardins

FICHA TÉCNICA: Documentário – “TÁ FALTANDO ALGUMA COISA”

Produção Executiva
ABPST – Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da talidomida
Roteiro
Claudia Marques Maximino
Produção
Claudia Marques Maximino
Carlos Eduardo Marques Coelho
Direção
Claudia Marques Maximino
Thiago Taboada
Pesquisa
Claudia Marques Maximino
Helyane Mª P. S. Almeida
Arte
Lincoln Magalhães