Dados mostram um aumento de 5,2% anual no número de transações em 2013 comparado a 2012; no ano passado das 291 transações anunciadas, a movimentação foi de US$ 88,1 bilhões.

Com a melhora do PIB (Produto Interno Bruto), índice de desemprego menor, expansão do mercado interno de consumo, bem como o aumento de consciência demonstrada pela população, o Brasil se tornou o país com uma das economias emergentes mais promissoras do mundo. Para o mercado de fusões e aquisições (M& amp;A), o país ainda é atraente para investimentos, especialmente quando comparado com a Zona do Euro, EUA e outros países sul-americanos.

Fernando Zanotti, líder na área de fusões e aquisições no escritório Abe Advogados ressalta que há muitas empresas familiares de médio porte no mercado nacional. Esse estado comercial abre espaço para consolidação e reestruturação corporativa, e traz a possibilidade de ganhos eficientes para investidores interessados em entrar no mercado brasileiro por meio da aquisição de capital.

“Para investidores estrangeiros a compra de empresa familiar é particularmente interessante, pois suas licenças pré-existentes e as marcas fortes podem lhes dar acesso imediato ao mercado, o qual normalmente exigiria gastos significativos em aprovações regulatórias e campanhas de marketing”, explica Zanotti.

Segundo um relatório da auditoria da  PwC Brasil, houve um aumento de 5,2% anual no número de transações em 2013 comparado à 2012. Do total, de 811 transações anunciadas em 2013, 291 (36% do total) divulgaram o valor envolvido na transação, o que resultou em movimentação de 88 bilhões dólares. Do montante total de transações, 40% envolveram investidores estrangeiros, o que destacou o Brasil como segundo país com investimentos mais atraentes em todo o mundo.

Ainda de acordo com o levantamento, o setor de serviços auxiliares foi o que apresentou maior número de fusões e aquisições, com 121 operações. Setores de TI e Varejo tiveram respectivamente 105 e 85 transações. Já 54,6% representaram operações de aquisições de participações majoritárias em 2013.

O mercado de Fusões e Aquisições brasileiro possui uma política de livre fluxo em relação à sua moeda. Diante disso, há uma vantagem interessante para o investidor estrangeiro, ainda mais que recentemente o dólar americano aumentou seu valor relativo comparado à moeda nacional brasileira. Isso permite que os ativos brasileiros pareçam depreciados e mais atraentes para investimentos estrangeiros.

“É importante mencionar que o fechamento de negócios no Brasil não é para iniciantes nem para inexperientes. É preciso ter disciplina, profunda determinação, bem como uma grande compreensão da lei brasileira e seu cenário regulatório complexo”. Adverte Fernando, que complementa dizendo que os indivíduos que tiverem a experiência ou que possam recorrer a alguma assessoria especializada, poderão gerar bons retornos aos seus acionistas.

Abe Advogados

Fundado em 2007, o escritório de advocacia Abe, Guimarães e Rocha Neto Advogados é formado por uma equipe de 42 advogados, todos engajados a prover soluções jurídicas personalizadas e focadas na cultura e política interna de cada um de seus clientes. Com sedes em São Paulo e no Rio de Janeiro, o escritório conta com uma estrutura de assessoria jurídi ca em todo o território nacional, além de possuir acordos de cooperação jurídica com escritórios de advocacia no exterior. Hoje possui mais de 400 clientes, entre eles Fujitsu, Maurício de Sousa, Rakuten e Syncreon, entre outros de empresas nacionais e multinacionais de diferentes países, notadamente Japão, Índia, Estados Unidos e países europeus. http://www.abe.adv.br/advogados